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- INSPIRAÇÃO & O FLUIR DO TEMPO-

Amigos leitores,..., Gente Boa!!

Desde já,..., aquele Fraterno Abraço!


As entrelinhas abaixo foram criadas a partir de uma inspiração que surgiu após uma prazerosa leitura do livro de Stephen Machmanovitch – intitulado “Ser Criativo”.


Desejo ótima leitura e infindas inspirações para todos!!!

E,..., sempre lembrem:


“Os olhos enxergam mais nos ‘sonhos’, do que a imaginação em ‘estado de alerta’!!!” Andiamo!!!!!

A criação de um simples verso traz consigo uma incrível corrente de energia, coerência e clareza. Exaltação e exultação! Ou seja, gera-se uma espécie de excitação, “descontrole” emocional; ao mesmo tempo em que se experimenta um estado de regozijo. Nesse instante, a beleza é palpável! É viva!! Nosso corpo torna-se “forte e leve”. E, a mente, parece flutuar facilmente pelo mundo!

Vivenciada como um flash, a inspiração - sem qualquer dúvida -, é uma experiência revigorante. E, o que é mais delicioso, é saber que tal estado físico e emocional poderá prolongar-se por toda a vida!

Da inspiração, surge a improvisação, também chamada de extemporização. Isto é, um sentimento que se encontra “fora do tempo”, da mesma forma que “provém do tempo”. Nesse contexto, é interessante observarmos que o simples ato de falar caracteriza-se pela forma mais simples e natural de improviso. As frases que recitamos durante um diálogo corriqueiro - naquele bom minuto de prosa -, talvez nunca tenham sido ditas. E, além disso, é interessante observar que talvez nunca mais venham ser ditas daquela forma peculiar. Portanto, acabamos de improvisar! É claro que, infelizmente, existem bons e maus improvisadores! Mas, nesse presente devaneio deixaremos tais questões de lado.

“Toda conversa é uma forma de Jazz!”, certa vez afirmou Stephen Machmanovitch.


Em outras palavras, todos nós somos improvisadores. E, então, levanta-se uma questão: O que precisamos para improvisar?


Primeiramente, jamais poderemos esquecer que a improvisação nada mais é que um mágico instante de criação. Depois, deixo aqui um recado:

“Basta seguirmos o FLUIR DO TEMPO e o DESDOBRAR DE NOSSA CONSCIÊNCIA!!!”

À semelhança do músico de jazz, todos nós somos improvisadores e, portanto, CRIAMOS algo!


Durante o processo de criação de uma obra de arte, bem como de um outro qualquer ato criativo, nós passamos por diferentes etapas. Algumas dessas são reveladas ao nosso consciente. Outras, entretanto, permanecerão nos níveis da inconsciência. (conversaremos sobre esses assunto no próximo encontro). Porém, antecipo informações sobre dois momentos distintos deflagrados pelo ato criativo:

1) Momento da inspiração, no qual uma intuição de beleza, de verdade chega ao artista, que sente um envolvimento completo, um arrebatamento, uma absorção. Eis a “luz”! Eis o insight”. Agora, tudo que o rodeia é ignorado por ele. O mundo e o tempo param. Por vezes, sua respiração cessa por poucos segundos, ou então torna-se entrecortada. O coração acelera-se, a pressão sangüínea sobe, o apetite diminui.

2) Momento da Luta, no qual o artista trava uma difícil batalha para que a inspiração mantenha-se durante um intervalo de tempo suficiente para que a mesma possa – definitivamente-, materializar-se no mundo físico. Isto é, para que o pensamento brotado da inspiração possa tornar-se realidade. Em outras palavras, para que a “beleza” e a “luz” tornem-se reais, seja na tela, seja na música, seja no papel, seja na pedra, seja na cena, bem como, nos corriqueiros atos do dia-a-dia.

Tal como muitas outras sensações de belezas e alegrias, o instante da inspiração também poderá ser fugaz, efêmero. Para que nossa inspiração torne-se algo tangível, ela precisa manter-se no tempo. De fato, criar algo apenas no momento da comunhão com a inspiração, será o mesmo que fazer sexo apenas no momento do orgasmo. Com isso, é necessário que esse estado d’Alma seja mantido. Portanto, é de extrema importância o momento da luta.

É justamente aí que entra o papel fundamental do improviso. Através dele, o insight poderá prolongar-se até que se crie um aspecto homogêneo nas atividades cotidianas. Sem dúvida alguma, o ideal – ao qual poderemos (e deveremos) nos aproximar -, é representado por um contínuo fluxo de revelações e iluminações espontâneas. Ou seja, de inspirações.

No entanto, parece que jamais atingiremos essa meta, pois todos nós sofremos periodicamente variados graus de bloqueios mentais.

Parece! Mas,.., não é!

Devemos nos esforçar para trazer às atividades rotineiras, toda a LUZ, PROFUNDIDADE e SIMPLICIDADE contidas na “MAGIA DA INSPIRAÇÃO”!

A pergunta que paira no ar é:

COMO FAZER ISSO?


Basta levarmos uma Vida Ativa! Sem nos prendermos tanto aos roteiros enfadonhos! E, acima de tudo, fazermos algo sem se preocuparmos com o resultado! Simplesmente porque o “fazer” é, em si, “o resultado”!!!!!! (lindo isso, não é??!!!)

De fato, a música, o teatro, a dança, a pintura, enfim,..., a arte de uma forma geral - é, na verdade-, uma porta à mais completa experiência na vida cotidiana. Mas, não se enganem! A arte propriamente dita não é o “passaporte” à inspiração e toda à sua magia! Mas, a VIDA e todas as suas experiências, com certeza é!

Gente Boa,..., então,..., FAÇAMOS!!!! Pois, o “FAZER”,... é, em si,...,“O RESULTADO”! Deixem o TEMPO FLUIR e o nossa CONSCIÊNCIA SE DESDOBRAR! Assim, surge a INSPIRAÇÃO e, por conseguinte, a CRIAÇÃO!


Beijos e abraços nos vossos Corações!

Gui Vogel

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